noticias Seja bem vindo ao nosso site Rádio Rir Brasil - Brasília - Direção: Ronaldo Castro 61 99808 5827!

Política

Capital x Gama: Como a final do Candangão explica o Distrito Federal

Levantamento do Correio mostra que os elencos de Capital e Gama têm jogadores nascidos em 19 das 27 unidades da federação. Com ingresso gratuito, Mané receberá casa cheia na decisão inédita, às 16h

Publicada em 29/03/25 às 17:19h - 30 visualizações

Rádio Rir Brasil - Brasília - Direção: Ronaldo Castro 61 99808 5827


Compartilhe
Compartilhar a noticia Capital x Gama: Como a final do Candangão explica o Distrito Federal  Compartilhar a noticia Capital x Gama: Como a final do Candangão explica o Distrito Federal  Compartilhar a noticia Capital x Gama: Como a final do Candangão explica o Distrito Federal

Link da Notícia:

Capital x Gama: Como a final do Candangão explica o Distrito Federal
 (Foto: Rádio Rir Brasil - Brasília - Direção: Ronaldo Castro 61 99808 5827)
A final deste sábado, no Mané Garrincha, é como coração de mãe: abraça jogadores nascidos em 19 das 27 unidades da federação - (crédito: Caio Gomez)

A 23 dias de completar 65 anos, Brasília terá uma final de Campeonato Candango com a cara da cidade. O confronto de hoje, entre Capital e Gama, às 16h, no Mané Garrincha, promoverá uma grande mescla de origens e culturas. O apito inicial do árbitro Pedro Alves de Oliveira colocará em ação uma síntese do processo migratório característico da sede política do país. Entre as 27 unidades federativas brasileiras, 19 estarão personificadas em campo durante a partida, segundo levantamento do Correio Braziliense.

Estados de quase todas as regiões serão representados. A única exceção é o Norte. Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Sul figuram no mapa da decisão. O estado com mais repetições é São Paulo. É de lá onde se originam 17 dos 58 atletas presentes nos elencos de Capital e Gama. O Distrito Federal, porém, surge logo atrás. Oito nasceram no quadradinho. Com quatro, Minas Gerais completa o pódio.

Entre tantos RG's, dois se destacam na luta por um lugar ao sol no futebol doméstico. O estado responsável por alimentar o confronto com mais ímpeto deu origem a um deles. O recém-contratado Rikelmi é natural da capital paulista e é peça fundamental no ataque do Coruja. Único representante do Espírito Santo no jogo, o capixaba Willian Júnior, do Gama, surge como um dos líderes técnicos da equipe. Em ação, podem fazer a diferença para as respectivas missões. São especialistas em dar ritmo de jogo e proporcionar um requinte a mais nos setores ofensivos. A excisão deve passar pelos pés deles.

Cria do futsal

Enquanto um vive os primeiros passos na cidade dominada pelo Cerrado, o outro se aproxima do primeiro êxito em três anos de futebol candango. Anunciado como reforço do Capital há um mês, Rikelmi é cria do futsal. As pisadas acompanhadas pelas fintas de corpo e dribles curtos expõem as raízes. Dos nove aos 17 anos, desfilava o talento na posição de ala e somava o que considera, hoje, forte raiz do estilo de jogo pessoal.

Rikelmi é um dos motores do Capital na decisão deste sábado contra o Gama
Rikelmi é um dos motores do Capital na decisão deste sábado contra o Gama
(foto: Ueslei Costa/Capital SAF)

Em decorrência da rotina, no entanto, precisou priorizar os gramados. A mudança trouxe frutos. Revelado pela Juventus da Mooca, chamou a atenção do Botafogo, em 2021. De lá, foi cedido ao RWD Molenbeek, da Bélgica. Mesmo com proposta de renovação, voltou ao país para tentar buscar mais na carreira. No Capital, encontrou espaço rápido e caiu nas graças da torcida. Hoje, soma dois gols em quatro atuações pelo tricolor. "Muita felicidade por ter chegado aqui, pois trabalho muito. Espero que possamos ser campeões, para dar a essa torcida o que ela merece. Meu palpite é um 2 x 0, com um gol meu", acrescentou Rikelmi.

Hora de vencer

Natural de São Mateus-ES, Willian Júnior, de 26 anos, começou a carreira em 2019. No Pinheiros-ES, jogou as primeiras partidas. Os passos que se sucederam contemplaram oito equipes diferentes. Em 2023, veio o primeiro capítulo em Brasília. "Fui muito bem recebido. No Paranoá, todos me tratavam muito bem. Vivi coisas bonitas", contou. O capítulo alviverde da carreira trouxe momentos positivos. O caminho até a final colocou o meia-atacante como um dos destaques da campanha do Periquito.

Camisa 10, Willian Júnior é o cara do último passe do time alviverde
Camisa 10, Willian Júnior é o cara do último passe do time alviverde
(foto: Mateus Dutra/SEG)

"Ser um dos destaques da equipe é muito gratificante, pois, dessa forma, posso ver que estou fazendo um bom trabalho, que estou no caminho certo", orgulhou-se. "Todos nós sabemos da responsabilidade que é devolver o Gama ao caminho das conquistas. Tentamos dividi-la da melhor forma possível. Espero que a torcida não deixe de nos apoiar, como tem feito sempre. Vamos dar tudo de nós para acabar com essa seca de cinco anos", acrescentou.

Amor de quem trabalha

A final do Candangão 2025 está marcada pela expectativa de recorde de público no Mané Garrincha. No entanto, entre os mais de 50 mil torcedores esperados no estádio, dois especiais fazem parte dos bastidores da campanha e representam bem o espírito dos times. Do lado do Capital, o garoto João Victor Ferreira, de 15 anos, atua como jovem-aprendiz e quer ver o clube ser campeão pela primeira vez, enquanto o veterano Antônio Leite Carvalho, de 52, ostenta mais de duas décadas como roupeiro no Gama e sonha com um novo caneco.

A história de João Victor com o Capital começou de forma inusitada. Nascido no Paranoá, ele conheceu a Coruja em 2021, através do massagista do clube, amigo do primo do garoto. Encantado pelo projeto, Piupiu, como é apelidado, começou a faltar no colégio para ir ao Estádio JK acompanhar o treino dos profissionais. A rotina era sair da Escola Classe 04, pegar o ônibus e ficar observando os atletas de longe, até receber o convite de ser jovem-aprendiz, com uma condição: seguir estudando.

"Eu sempre tentava ir lá, estava até de mochila, e ficava na arquibancada assistindo. Sempre me oferecia para ajudar e depois tive essa oportunidade. Foi o Celso Teixeira que me deu a chance quando fui falar com ele e hoje sou ajudante de roupeiro. Venho para o clube depois que saio do colégio", contou ao Correio.

O amor pelo clube é tão grande que fez o garoto deixar de torcer para o Flamengo e afirmar que o time do coração é o Capital. João chegou a jogar na base da Coruja, mas uma lesão no tornozelo o deixou parado por oito meses. Por isso, o sonho que aflorou foi o de crescer nos bastidores, inspirado pelo presidente, Godofredo Gonçalves. "Eu lembro em 2023, quando o presidente deu um discurso no vestiário e me motivou. Gosto muito dele, um cara inteligente, me deu uma oportunidade de acompanhar o time e é uma responsabilidade grande. Quero aproveitar e crescer", acrescentou.

No vestiário oposto do jogo no Mané Garrincha, Antônio perdeu a conta do tempo de Gama. O começo do paraibano no Periquito foi a convite do irmão, ex-funcionário do clube. O parente saiu e Tonho, como é chamado no alviverde, segue até hoje como um dos nomes mais queridos do maior campeão da capital.

"Sou o funcionário mais antigo, foi quase metade da minha vida e desde o começo fui bem recebido. Eu amo esse time, me identifico muito. O Gama é a minha história, é meu pão de cada dia. Toda minha família é torcedora gamense", compartilhou. Mesmo presente em outras conquistas, como nos títulos de 2015, 2019 e o último, em 2020, o coração do roupeiro está batendo mais rápido. Ele assumiu o misto de sentimentos: do êxtase à ansiedade.

"Hoje é o nosso dia, é dia do Gama. Vai ser um momento bom na nossa história e vou fazer tudo com mais carinho, é minha parte, dar o melhor para os jogadores. Trabalhamos muito e conseguimos chegar em outra decisão, então você não sabe a alegria que eu estou", comentou.

FICHA TÉCNICA




ATENÇÃO:Os comentários postados abaixo representam a opinião do leitor e não necessariamente do nosso site. Toda responsabilidade das mensagens é do autor da postagem.

Deixe seu comentário!

Nome
Email
Comentário
0 / 500 caracteres


Insira os caracteres no campo abaixo:








Nosso Whatsapp

 62 99951 6976

Copyright (c) 2025 - Rádio Rir Brasil - Brasília - Direção: Ronaldo Castro 61 99808 5827
Converse conosco pelo Whatsapp!